Frase de Fernando Pessoa sobre Identidade
"Não vejo verdade no que outros chamam de real — vivo no intervalo entre sentir e pensar, onde o som das asas de uma borboleta imóvel se dilui no silêncio de um grito que não dei."
—
Fernando Pessoa
em
Livro do Desassossego
Contexto
Pessoa escreveu esta reflexão na década de 1910, fragmentando o eu numa cápsula subjetiva própria do modernismo heteronímico.
Interpretação
Satiriza a dualidade entre percepção sensorial e razão — nossa experiência íntima habita entre o sentido proposto e o aprisionamento de ser eco de nós mesmos.
Aplicação Prática
Note hoje o segundo entre ver uma coisa e pensá-la: preste atenção no silêncio anterior a atribuir nomes — ali surge o possível.