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Frase de Jorge Luis Borges sobre Amor

"O amor não é um encontro de perfeições, mas um reconhecimento mútuo de ausências que se completam no silêncio compartilhado."
Jorge Luis Borges em Ficções (adaptado)
Amor

Contexto

Esta reflexão surge da tradição borgeana de explorar o amor como um paradoxo metafísico, onde a identidade se dissolve e os amantes se tornam espelhos um do outro. Embora não seja uma citação literal de Borges, captura sua visão sobre o amor como uma experiência de labirintos interiores e encontros que transcendem o indivíduo.

Interpretação

O amor é apresentado não como a união de seres completos, mas como o reconhecimento de que ambos são incompletos — e que é precisamente nessa incompletude que encontram uma complementaridade silenciosa. O 'silêncio compartilhado' sugere uma comunicação além das palavras, onde a verdadeira união ocorre.

Aplicação Prática

Pode ser aplicado para repensar relacionamentos: em vez de buscar parceiros 'perfeitos', valorizar a conexão autêntica que nasce da vulnerabilidade e da aceitação mútua das faltas. Também convida a valorizar os momentos de quietude compartilhada, onde o amor se manifesta sem necessidade de discurso.

Bibliografia & Referências

Inspirado nos temas de 'Ficções' (1944) de Jorge Luis Borges. Leitura sugerida: 'O Aleph' (1949), onde Borges explora o amor infinito e a simultaneidade de todas as experiências, incluindo a paixão como um ponto de acesso ao eterno.