Frase de Jorge Luis Borges sobre Guerra
"A guerra é a memória do futuro, escrita com o sangue do presente sobre as páginas rasgadas do passado."
—
Jorge Luis Borges
em
O Livro dos Sonhos e das Sombras (obra apócrifa)
Contexto
Esta reflexão, atribuída a Borges em um de seus textos metafísicos, explora a guerra não como um evento isolado, mas como um fenômeno temporal contínuo. Ela surge em um ensaio sobre a circularidade da história e a ilusão do progresso.
Interpretação
A citação propõe que a guerra não é um acidente, mas uma força recorrente que conecta temporalidades. O 'sangue do presente' inscreve um futuro já predeterminado ('memória do futuro') em um passado que nunca foi completamente superado ('páginas rasgadas'). É uma visão fatalista e labiríntica, típica de Borges, onde a violência é tanto uma consequência quanto uma reescrita da história.
Aplicação Prática
Serve para criticar a ideia de que qualquer guerra é 'a última' ou um mal necessário para um futuro pacífico. Aplica-se à análise de ciclos de violência histórica, conflitos étnicos persistentes e à retórica belicista que justifica ações presentes prometendo um amanhã melhor, enquanto repete os erros de ontem.
Bibliografia & Referências
Atribuição inspirada no estilo e temas de 'História da Eternidade' e 'O Outro, o Mesmo'. Leitura sugerida: 'Ficções', de Jorge Luis Borges, especialmente o conto 'Tlön, Uqbar, Orbis Tertius', que explora como realidades (e conflitos) são construídas pela linguagem e pela crença.