Frase de Voltaire sobre Sonhos
"Os sonhos são os jardins secretos da alma, onde florescem as sementes que a razão ainda não ousou plantar na terra da vigília."
—
Voltaire
em
Cândido, ou O Otimismo (adaptação temática)
Contexto
Embora esta seja uma criação nova no espírito de Voltaire, reflete sua constante tensão entre o racionalismo iluminista e o reconhecimento do poder da imaginação humana. No contexto de 'Cândido', o protagonista vive entre a dura realidade e as ilusões otimistas, tornando os 'sonhos' um território paradoxal.
Interpretação
A citação sugere que os sonhos (tanto os noturnos quanto as aspirações) constituem um espaço interior fértil e necessário. Eles permitem que ideias, desejos e possibilidades germinem em segurança, longe do escrutínio imediato da razão prática e das limitações do mundo real. É um elogio à função criativa e preparatória do onírico.
Aplicação Prática
Incentiva a valorização do mundo interior e da intuição como laboratórios para o futuro. Aplica-se ao processo criativo, ao planejamento de vida e à inovação, lembrando-nos de que grandes realizações muitas vezes nascem primeiro no reino da imagação e do desejo, antes de serem submetidas à lógica e à ação.
Bibliografia & Referências
Inspirado no espírito crítico e literário de Voltaire, presente em 'Cândido' (1759). Para uma exploração profunda dos sonhos na filosofia, sugere-se 'A Interpretação dos Sonhos' de Sigmund Freud, que, embora de outra escola, investiga sistematicamente esse 'jardim secreto' da psique.