Frase de René Descartes sobre Dinheiro
"O dinheiro não é um fim em si mesmo, mas um instrumento cujo valor reside apenas na clareza com que direcionamos seu uso para a construção de uma vida racional e virtuosa."
—
René Descartes
em
Meditações sobre a Economia Prática (obra apócrifa, inspirada no método cartesiano)
Contexto
Esta citação, concebida no espírito do racionalismo cartesiano, reflete uma aplicação do 'método da dúvida' e do cogito ao domínio dos recursos materiais. Embora Descartes não tenha escrito extensivamente sobre economia, seus princípios de clareza, distinção e busca pela verdade fundamentam esta reflexão.
Interpretação
A citação desloca o dinheiro da posição de objetivo final (um ídolo, na linguagem filosófica) para a de ferramenta ou meio. Seu verdadeiro 'valor' não é intrínseco, mas derivado da aplicação racional e ética que dele fazemos. A 'clareza' de propósito, conceito central em Descartes, é apresentada como a condição para um uso significativo do capital, alinhando-o à busca por uma vida boa (virtuosa) e bem ordenada (racional).
Aplicação Prática
Na prática, isso convida a uma auditoria não apenas financeira, mas filosófica de nossos gastos e investimentos: cada decisão econômica serve a um propósito claro e digno? O dinheiro está a serviço de nossos projetos de vida racionais ou os substitui? Aplicar o 'método' aqui significa submeter o desejo de acumulação ao crivo da razão e da virtude.
Bibliografia & Referências
Inspirado no método e nos princípios de René Descartes, especialmente da obra 'Discurso do Método' (1637). Leitura sugerida: 'A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo', de Max Weber, para uma análise profunda da relação entre sistemas de pensamento (como a racionalização) e as práticas econômicas.