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Frase de René Descartes sobre Razão versus Sensação

"A sensação é o véu colorido que a natureza estende sobre o mundo; a razão é a lanterna que, ao perfurá-lo, revela a trama invisível da realidade."
René Descartes em Meditações Metafísicas (adaptação livre)
Razão versus Sensação

Contexto

Esta formulação, embora não seja uma citação textual, sintetiza o núcleo do pensamento cartesiano presente nas 'Meditações' e no 'Discurso do Método'. Descartes argumenta que os sentidos são falíveis e enganosos, enquanto a razão, operando a partir de ideias claras e distintas, é o único caminho seguro para o conhecimento verdadeiro.

Interpretação

A metáfora contrasta a experiência sensorial imediata (um 'véu colorido' que pode ser belo, mas é superficial e ilusório) com a faculdade racional (uma 'lanterna' que corta a aparência e atinge a estrutura subjacente da verdade). A razão não nega a sensação, mas a transcende e a corrige para alcançar a certeza.

Aplicação Prática

Na vida prática, isso nos convida a desconfiar das primeiras impressões e dos julgamentos baseados apenas no que sentimos ou vemos. Em áreas como a ciência, a ética ou a análise de notícias, devemos submeter as informações dos sentidos ao crivo da lógica, da dúvida metódica e da análise racional para evitar erros e ilusões.

Bibliografia & Referências

Inspirado no argumento de René Descartes em 'Meditações sobre a Filosofia Primeira' (1641), particularmente na Primeira e Segunda Meditações. Para um aprofundamento, sugere-se 'O Mundo ou Tratado da Luz', onde Descartes explora a distinção entre as qualidades sensíveis (como cor e som) e as propriedades geométricas reais dos corpos.