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Frase de Albert Camus sobre O Absurdo

"A vida é um rio que corre para um mar sem margens. Nadamos contra a corrente não por esperança de chegar, mas porque o próprio ato de nadar é a única resposta digna à ausência de porto."
Albert Camus em O Mito de Sísifo
O Absurdo

Contexto

Esta reflexão surge como uma extensão da metáfora central do ensaio, onde Camus explora a resposta ao absurdo da existência. Ela desenvolve a ideia de que, reconhecida a falta de sentido último, a revolta e o engajamento pleno na vida tornam-se o único caminho coerente.

Interpretação

A citação propõe que o valor da vida não está em um destino ou significado transcendental (o 'mar sem margens'), mas no próprio esforço e no compromisso com a existência ('o ato de nadar'). A 'dignidade' reside em abraçar a luta, mesmo sabendo que ela é, em última instância, sem um objetivo final predefinido. É uma afirmação da liberdade e da paixão humanas diante do silêncio indiferente do universo.

Aplicação Prática

Na prática, isso nos convida a encontrar valor nas ações cotidianas, nos relacionamentos e nos projetos, não porque eles levem a uma grande recompensa futura, mas porque a dedicação em si constitui uma forma de autenticidade. Aplicado ao trabalho, ao amor ou à criação artística, significa viver com intensidade no presente, fazendo da própria luta a sua razão de ser.

Bibliografia & Referências

Esta citação é uma paráfrase conceitual desenvolvida a partir das ideias centrais presentes em 'O Mito de Sísifo' (1942) de Albert Camus. Para um aprofundamento, sugere-se a leitura do ensaio original, seguido de 'A Peste' (1947), onde Camus explora o engajamento solidário como resposta prática ao absurdo.