Frase de Carlos Drummond de Andrade sobre Solidão
"A solidão não é o vazio da casa, mas o cheiro de quem já saiu e insiste em permanecer."
—
Carlos Drummond de Andrade
em
A Rosa do Povo
Contexto
Reflexão sobre a presença ausente e os vestígios afetivos que permanecem nos espaços e na memória, característica da poesia de Drummond que explora o cotidiano e o íntimo.
Interpretação
A citação sugere que a solidão verdadeira não é a mera ausência física, mas a presença persistente de lembranças e sensações ligadas a quem partiu. É uma solidão povoada por fantasmas sensoriais, mais intensa e complexa que o simples vazio.
Aplicação Prática
Aplica-se à experiência do luto, da saudade ou do fim de relações, onde os objetos, os cheiros e os cantos da casa se tornam portadores de uma presença que já não existe, mas que continua a moldar a realidade de quem ficou.