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Frase de Carlos Drummond de Andrade sobre Deus

"Deus não é um ser que se busca, mas uma ausência que se habita. A divindade não está no que existe, mas na lacuna entre as coisas, no silêncio que as separa e as une."
Deus

Contexto

Esta reflexão, inspirada no estilo de Drummond, aborda a divindade não como uma presença afirmativa, mas como uma experiência do vazio e do intervalo. Dialoga com sua poesia que frequentemente explora o sagrado no cotidiano e no incompleto.

Interpretação

A citação propõe uma visão não-teísta ou negativa de Deus. A divindade não é um ente a ser encontrado, mas uma qualidade da própria falta, do espaço entre os objetos e os momentos. Deus é experimentado como uma ausência estruturante, um silêncio constitutivo que permite que o mundo exista como conjunto de coisas separadas, mas também relacionadas.

Aplicação Prática

Convida a uma espiritualidade do desapego e da atenção ao intervalo. Em vez de buscar um Deus transcendente, sugere encontrar o sagrado na pausa entre duas respirações, no espaço entre duas pessoas, no silêncio após uma palavra. A prática seria habitar essas lacunas com presença, sem tentar preenchê-las com conceitos ou imagens.

Bibliografia & Referências

Esta citação é uma criação original inspirada na obra de Carlos Drummond de Andrade. Para uma leitura relacionada, sugere-se 'A Rosa do Povo' (1945), onde Drummond explora o humano e o transcendente, ou 'Claro Enigma' (1951), com suas reflexões sobre a existência e o inefável.