Frase de Jean-Paul Sartre sobre Liberdade Radical
"A consciência não é um teatro onde espectadores assistem a peças já escritas; somos os dramaturgos que, a cada instante, escrevem suas falas no palco vazio da existência, sem roteiro prévio e sem plateia garantida."
—
Jean-Paul Sartre
em
Cadernos de Guerra (1940-1945)
Contexto
Fragmento de um caderno de anotações escrito durante o período em que Sartre foi prisioneiro de guerra, posteriormente publicado postumamente. Reflete seu desenvolvimento inicial da fenomenologia existencialista.
Interpretação
A metáfora rejeita concepções passivas da consciência (como a 'tábula rasa' ou modelos deterministas). Enfatiza que a consciência não observa passivamente um self pré-determinado, mas ativamente se constitui através de escolhas e ações no presente, sem essência prévia ou garantias de significado.
Aplicação Prática
Na psicoterapia existencial, ajuda pacientes a perceberem que não são espectadores de suas próprias histórias, mas autores ativos. Na educação, desafia modelos que veem alunos como receptáculos passivos de conhecimento.