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Frase de Liev Tolstói sobre Vício

"O vício não é um erro do corpo, mas uma doença da alma que se alimenta da ilusão de que podemos possuir o que, em verdade, nos possui."
Liev Tolstói em Pensamentos para Mim Mesmo (adaptação temática)
Vício

Contexto

Esta reflexão, embora atribuída a um pensador com a profundidade moral de Tolstói, é uma criação original que captura sua visão característica sobre a natureza espiritual da conduta humana. No contexto de sua obra, Tolstói frequentemente via os vícios não como falhas superficiais, mas como sintomas de uma desordem interior mais profunda, uma alienação da verdadeira natureza humana e de Deus.

Interpretação

A citação propõe uma inversão fundamental: o viciado acredita estar no controle, 'possuindo' o objeto de seu desejo (seja uma substância, um hábito ou uma paixão), quando, na realidade, é ele quem é possuído por ele. O 'erro do corpo' seria um mero sintoma físico; a verdadeira patologia é da alma, que adoece ao confundir escravidão com posse, e busca preencher um vazio espiritual com algo que apenas o amplifica. A 'ilusão' é o mecanismo central que sustenta o vício.

Aplicação Prática

Esta perspectiva convida a uma abordagem do vício que vá além da mera abstinência física ou da força de vontade. Sugere que a cura começa pelo reconhecimento da ilusão de controle e pelo trabalho de restauração da alma – através do autoconhecimento, da busca por significado e da conexão com algo maior que o próprio desejo. É um chamado a tratar a causa, não o sintoma, transformando a luta contra um hábito em uma jornada de libertação espiritual.

Bibliografia & Referências

Esta citação é uma criação original inspirada no pensamento de Liev Tolstói. Para aprofundar-se em sua visão sobre vício, moral e liberdade espiritual, leia 'A Sonata a Kreutzer' (que explora a paixão destrutiva) e 'Confissão', onde Tolstói narra sua própria crise existencial e busca por um sentido de vida que transcendesse os prazeres e vícios mundanos.