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Frase de Epicuro sobre Silêncio

"Não é o silêncio dos outros que devemos temer, mas o tumulto de nossos próprios desejos desnecessários."
Epicuro em Cartas a Meneceu (adaptação temática)
Silêncio

Contexto

Esta reflexão, embora não seja uma citação direta, sintetiza o pensamento epicurista sobre a ataraxia (ausência de perturbação). Para Epicuro, a verdadeira paz não vem do mundo externo, mas do governo interno dos desejos.

Interpretação

O silêncio externo é secundário; o essencial é acalmar o ruído interno causado por ambições vãs, medos infundados e apetites que ultrapassam as necessidades naturais. A quietude da alma precede e supera qualquer quietude ambiental.

Aplicação Prática

Na vida contemporânea, inundada de estímulos e demandas, a prática epicurista nos convida a regular nossos desejos, distinguindo os naturais e necessários dos artificiais. Buscar momentos de introspecção para silenciar o 'tumulto' interno é um caminho para a serenidade, independentemente do barulho ao redor.

Bibliografia & Referências

Baseado nos princípios das 'Cartas a Meneceu' e 'Máximas Capitais' de Epicuro. Leitura sugerida: 'A Vida de Epicuro' de Diógenes Laércio (Livro X de 'Vidas e Doutrinas dos Filósofos Ilustres'), que compila cartas e aforismos centrais do jardim epicurista.