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Frase de Carl Jung sobre Sabedoria

Onde o amor impera, não há desejo de poder; e onde o poder predomina, há falta de amor. Um é a sombra do outro.
Carl Jung em Carl Jung como citado in: Universitas - Volume 2,Edições 1-6 - Página 299, Wissenschaftliche Verlagsgesellschaft, 1947
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Contexto

A citação é atribuída a Carl Gustav Jung, embora não tenha aparecido exatamente com essas palavras em suas obras publicadas; é uma síntese popular de suas ideias sobre opostos. Jung desenvolveu o conceito de polaridades e da sombra, onde aspectos inconscientes da psique se manifestam como forças complementares. No contexto pós-guerra, Jung refletia sobre o poder, a individualidade e o equilíbrio entre forças conscientes e inconscientes, influenciado por seus estudos de alquimia e filosofia oriental. Ele via o conflito entre amor e poder como uma expressão dialética da natureza humana, essencial para o processo de individuação, o qual busca a integração dos opostos. Sua psicologia analítica propõe que a civilização frequentemente escolhe uma dessas forças em detrimento da outra, criando desequilíbrios individuais e coletivos. A frase, portanto, encapsula sua visão de que suprime-se necessariamente um polo quando o outro domina.

Interpretação

A citação expressa uma lei psicológica fundamental: amor e poder são antagônicos, formando uma sombra mútua. Para Jung, o amor genuíno—que envolve entrega, alteridade e vínculo—é incompatível com a busca constante por domínio, que pressupõe controle e distanciamento. Onde o poder predomina, há necessariamente ausência de amor, pois o poder instrumentaliza as relações; onde o amor se afirma, o desejo de poder desaparece, pois a realização vem da união, não da subjugação. Fundamentalmente, isso não é uma hierarquia moral, mas uma lei psíquica: cada aspecto carrega na sombra o potencial do outro. A dimensão grega, sombria e pessoal, indica que: (i) o amor recalcado se transforma em domínio no próprio psiquismo humano ou nas relações; (ii) o poder desenfreado, reprimindo o amor, retorna como vazio. A solução, em Jung, é a consciência dos opostos, em que não se nega o poder pelo amor (evitando impossibilidade), e a mulher, também não se ascende ao poder sem reconhecer a dimensão amorosa nua.