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Frase de Carl Jung sobre Amor

Onde o amor impera, não há desejo de poder; e onde o poder predomina, há falta de amor. Um é a sombra do outro.
Carl Jung em Carl Jung como citado in: Universitas - Volume 2,Edições 1-6 - Página 299, Wissenschaftliche Verlagsgesellschaft, 1947
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AmorPoderDialéticaOposiçãoSombra

Contexto

A frase é atribuída a Carl Gustav Jung, embora não seja uma citação literal encontrada em seus textos publicados, mas sim uma paráfrase de suas ideias sobre os opostos psíquicos, especialmente a relação entre amor e poder. Jung desenvolveu o conceito de 'sombra', a parte inconsciente da personalidade que contém traços rejeitados e negados. A reflexão sobre a dinâmica entre amor e poder aparece em suas obras dedicadas à psicologia analítica, mas também pode ser vinculada à sua correspondência e ao seu interesse por temas espirituais e filosóficos. A publicação original mais próxima desse pensamento está em 'A Natureza da Psique' (1954), na qual Jung discute a polaridade como princípio fundamental do inconsciente e da psique.

Interpretação

Jung propõe uma lei de oposição: onde o amor é genuíno, a segurança ontológica não exige o controle do outro; o poder, nesse contexto, representa a tentativa desse mesmo evento criar uma ausência de conexão, um vazio existencial a preencher o ego que necessita de submissão para predominar. Um é a sombra do outro significa que cada um não deve ser entendido como uma mera ausência ou conveniência, mas como o legado abandonado pelo outro: o amor contradiz o desejo de submeter o outro pelos mesmos fins que um instinto passa a se afirmar. Filosoficamente, tal postura pensada à luz da obra de Jung revela uma dialética negativa que não conduz à síntese, mas à condição de multiplicidade: trata-se de uma percepção de que o afeto saudável é igualitário, maduro, alegre, indulgente em oferecer liberdade. A vitória do poder nas relações é, leitor, a queda afetiva; há uma imersão nas formas biológicas de hierarquia, de pré-história animal, disfarçada astuciosamente sob a capa da harmonia. A sombra assim faz indicações para a autonomia moral, para o exercício da consciência como equilíbrio quando se evidencia a necessidade de renúncia e crescimento interior na análise do sujeito psicológico.

Aplicação Prática

Nas relações interpessoais: evitar barganhas afetivas baseadas em silêncios constrangedores ou ameaças emocionais 'como retaliação' quando se sentir a necessidade de impor a própria vontade; buscar com o diálogo uma horizontalidade em parceria, em família ou com os amigos. No ambiente de trabalho: rejeitar condutas de abuso de posição ou privilégios dos que querem suprimir o talento dos demais com instrumentos de manipulação: motivar competências de times usando encorajamento gratuito e portas de desenvolvimento pessoal primordiais.

Bibliografia & Referências

A citação em si não é encontrada diretamente na mesma definição exata; propostas tases dele são análogas idéias de 'A Natureza da Psique', O.C. - vol. VIII, único estudo indicado (Trecho, p. não registrado). Leitura relacionada: 'Teoria da personalidade em Wilhelm Reich — Vida dos Fenômenos. Casas Editoriais: VÉJA 'O Eu e o Inconsciente' de Ângelo Psiquia NTT para ampliar a apresentação de estruturas simbólicas.